House Church


A última música

07-08-2011 16:10

Algumas semanas atrás loquei um filme que gostei muito, e que recomendo que assistam, pois trata de um assunto que julgo muito importante – O relacionamento.

O Título do filme é “A Última Música” ou “The Last Song” baseado no livro de Nicholas Sparks.

O Filme é um drama romântico onde uma adolescente problemática, filha de pais separados, que mora com a mãe e vive longe do convívio de seu pai.

É uma história como a de muitas famílias e que de certa forma representa um pouco de nossa relação com Deus.

É uma história sobre amor, amizade, família e sobretudo quebra de barreias.

Talvez você esteja curioso sobre o que me chamou a atenção.

Enquanto eu assistia o filme ao mesmo tempo contextualizava sobre a nossa relação com Deus, pois os personagens do filme envolvem as figuras do Pai e do Filho. O Pai que busca aproximação e o Filho rebelde que insiste permanecer longe.

A relação do homem com Deus não é diferente.

No filme o ator que representa o pai muitas vezes escreve cartas para a sua filha, expressando o quanto ela era importante para ele e o quanto ele a amava.

Cartas que se quer foram abertas ou lidas, mas devolvidas ao serviço postal.

Da mesma forma quantas e quantas vezes Deus expressa o seu amor para conosco com cartas. Cartas que vem na forma de situações, oportunidades, provas, experiências, sem que ao menos atentemos para o chamado de Deus.

Como o pai que no filme tentava chamar a atenção da filha, Deus sempre cria oportunidades para chamar a nossa atenção.

O enredo se dá quando a filha adolescente juntamente com seu irmão foram passar as férias com o pai.

Um momento de aproximação onde as tensões foram afloradas e as lutas internas era o maior desafio.

O momento do encontro apresentou de forma muito clara a diferença de relacionamento dos filhos com o seu pai.

A filha ignorou o pai e o seu irmão se alegrou sobremodo de porder estar perto dele.

Filhos de um mesmo pai, mas com atitudes diferentes. Um com o desejo de se aproximar o outro com o desejo de estar longe.

Eu fico a pensar quantos hoje nesse exato momento estão em condições muito parecidas a dos personagens desse filme.

Uns tentando buscar uma relação mais profunda com o Pai (Deus) que sempre está a espera, enquanto outros estão num processo de fuga tentando jogar a culpa em Deus pelos problemas e frustrações da vida criados por eles mesmos.

Quando nos estudamos a Palavra de Deus (Bíblia) vemos o Senhor nos advertir da seguinte forma: “Buscai a Deus enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55:6) ou “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. (Jr 29:13)

Eu poderia citar outros versículos mas julgo que estes expressam de forma clara o que quero refletir sobre a nossa relação com Deus.

Vivemos tempos difícieis, dias maus, onde o amor se esfria a cada dia, isso só comprova o que a Palavra de Deus diz sobre o final dos tempos e que a vinda de Cristo está próxima.

Ter Deus como um pai é um ideal, na realidade todos querem ser filhos, filhos de Deus, mas a questão é que nem todos querem ter atitudes de filho.

Vejo que o cristianismo vivido por muitos não tem profundidade e comprometimento, daí as dificuldades de entender a relação de pai e filho bem como Deus com o homem.

Essa relação a cada dia que passa fica mais distorcida pela visão familiar e relacional da sociedade pós-moderna.

Voltando ao filme, a filha quando entendeu o quanto o pai a amava ele já havia partido. Já era tarde, não podia fazer mais nada a não ser lamentar a separação.

Chegará um dia que a humanidade entenderá o amor de Deus expresso na obra de Jesus Cristo, só que para muitos será tarde de mais e a separação de Deus não será breve mas eterna.

Não permita que isso aconteça, busque a Deus enquanto se pode acha, enquanto ele está perto.

Amanhã pode ser tarde demais.

Pr Rubens F. C. Terra

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