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A Nova mentalidade do moderno colonizado

15-12-2010 11:04

 

    " E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Rm 12:2)

     Podemos verificar que nas últimas décadas a questão da exclusão social tem sido objeto de debate diante dos mais variados contextos e setores de nossa sociedade.

     Vejo que quando analisamos a exclusão/inclusão e/ou a desigualdade/igualdade social, não significa apenas trazermos a discussão a crise de um modelo de sociedade, mas em pensarmos sobre as implicações que elas têm trazido ao nosso cotidiano.

     Nas últimas décadas vimos as questões sociais sendo debatidas nos mais diversos setores de nosso país, principalmente quando se refere a pobres e marginalizados.  

     Vemos que a busca pela igualdade tem sido o alvo de muitas lideranças tanto políticas como eclesiais que elaboram políticas, leis, programas e serviços sob a bandeira da inclusão, mas que nem sempre são capazes de terminar com a discriminação e a segregação na sociedade.

     Quando analisamos o panorama de nosso país, vemos que o Brasil não é um país pobre, mas a disparidade econômica é grande e que reflete de maneira direta na qualidade de vida das pessoas.

     Exemplo disso é quando ouvimos: Nunca no Brasil a população teve tanto poder de compra!

    Entendo que isso não é motivo de orgulho para nossos governantes, pois nunca no Brasil a população esteve tão endividada. Fruto de um consumismo sem limites, ISSO SIM É UMA REALIDADE.

     Também vemos um sistema que de certa forma ainda dificultam os negros de se promoverem, nossos índios foram quase dizimados, a mulher somente no final do século XX começou a conquistar um lugar.

     Quando fazemos esse tipo de leitura da realidade de nossa sociedade podemos considerar o quanto o sistema ou a nova mentalidade tem criado e influenciado no comportamento humano.

     Horrorizamos-nos com facilidade com alguns acontecimentos, mas nos sentimos impotentes para mudá-los.

     Temos que viver em padrões socialmente aceitáveis, no entanto os padrões pré-estabelecidos nos pressionam a encaixar-nos a padrões que não são fáceis de serem alcançados.

     Somos integrantes de um sistema que nos impõe parecermos normais para que possamos ser razoavelmente bem sucedidos.

     Este tema é um convite a uma reflexão conseqüente sobre aquilo que constitui o verdadeiro problema: o modo como se dá a inclusão numa sociedade que fez da exclusão um modo de vida.

 

Pr Rubens F. C. Terra

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