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A Comunidação da Palavra de Deus e o Conhecimento Experimental

22-01-2011 12:17

 

Gostaria de tratar sobre um tema que julgo de suma importância e que nos desafia a uma reflexão apurada sobre a comunicação da Palavra de Deus. Para isso me valho das palavras de Charles Spurgeon  “Não nos cabe melhorar o evangelho, mas repeti-lo quando pregamos e obedecê-lo quando ouvimos”.

Não precisamos dar vida às Escrituras Sagradas, antes devemos extrair vida delas.

Devemos atentar sobre como a Palavra de Deus pode ser comunicada de modo mais eficiente e qual o papel que cabe ao pastor/a e a cada discípulo de Cristo como testemunho vivo desta palavra.

Isso me leva refletir sobre a EFICIÊNCIA DA COMUNICAÇÃO e concluir que ela está diretamente relacionada com a capacidade, experiência e testemunho, que demanda busca e conhecimento experimental de Deus.

Os próprios textos que lemos nas Escrituras são testemunhos vivos de homens e mulheres que creram e tiveram experiências com Deus.

Quando Pastores e Pastoras transmitem a Palavra de Deus e essas palavras são sustentadas pelas próprias vidas o impacto e resultados serão maiores, sem serem meros porta-vozes.

Nesse momento Deus é apresentado de forma coerente, como Deus presente e atuante.

Como se não bastassem os sofrimentos vindos das lutas externas, ainda existem as lutas contras as aflições interiores, o pastor/a tem que ter o conhecimento mínimo das perseguições e provações, pois tem passagens e verdades bíblicas que não terá menor significado se a menos não tenham passado por uma experiência própria. É o que chamo de conhecimento experimental...

É certo que será impossível termos todas as experiências, mas elas podem ser compartilhadas, o que quero dizer é que quando passamos por alguma experiência igual ou semelhante temos uma capacidade maior de entender a dor do outro.

Só entendo a dor outro em sua totalidade se tiver tido experiência igual ou semelhante, nesse entendimento as ações terão sentido de “Libertação”.

Lembro quando tive um acidente e tive 4 vértebras achatadas, passei por momentos difíceis e de dor.

Dores de cabeça terríveis lembro que tinha pessoas que duvidavam da minha dor. Eu não sei o que doía mais se era as dores que eu tinha na cabeça ou era a insensibilidade das pessoas.

Sabe! Eu aprendi muito, jamais eu duvido da dor de alguém seja qual for o motivo, aprendi que toda a dor merece a atenção.

Com certeza nem todos passaram por um trauma na coluna e também não precisam passar para entender a dor e o sofrimento, mas servem de exemplo.

Mas essa experiência que passei me fez mais sensível a muitas aflições e me facilitam a entender o sofrimento de muitos.

É a questão da empatia, ou seja, se já sentimos na própria pele, então saberemos que tipo de orientação ajudará melhor.

Vejo também que nossa capacidade de amar e sentir empatia pelos pecadores cresce na medida em que nos lembramos de nosso estado antes de conhecer a Cristo.

Estar ao lado daquele que sofre, é entender e compartilhar o sofrimento em si.

A pós-modernidade trouxe consigo a insensibilidade que tem influenciado em muito a comunicação da Palavra de Deus de modo eficaz.

Hoje para muitos viver o que a Palavra de Deus nos ensina é um desafio.

Que o Senhor tenha misericórdia de nossas vidas.

Pr Rubens F. C. Terra    

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